Agilidade, movimentos certeiros e uma leitura precisa do fluxo do gado deram a vitória na Final Nacional da Campereada-Team Penning 2026 ao trio de criadores paulistas Eros Furlan Matteo montando Ipê da Tamareira, Bryan Eysink montando TCP Folgado e João Salla montando Origem do Canto Porto TE. A equipe do box 62 deu show de entrosamento e fechou quatro passadas com tempo de 1’57”876, levando o grande prêmio na categoria Geral em uma tarde ensolarada de sábado (3/10) na Arena do Cavalo Crioulo, em Esteio (RS). Neste ano, a prova contou com 89 trios e distribuiu R$ 27.370,00 em prêmios aos campeões.

Amigos, os ginetes garantem que estão acostumados a correr juntos em São Paulo, mas disputar as provas com o gado do Sul é diferente, animais tradicionalmente mais rústicos. Campeão da modalidade em 2024, Bryan voltou a Esteio para correr, desta vez, com o cavalo do pai Thomas Eysink, entusiasta da raça na Região 8, que o acompanhou da beira da pista a cada passada. “Vencer aqui é sempre muito gratificante para a gente “, frisou Bryan, que representa da Estância 2C, de Holambra (SP), onde trabalha com equinos Crioulos e Quarto de Milha. Emocionado também estava João Salla, do Rancho JJ, de Jaguariúna (SP). “Essa potranca é sensacional. É o primeiro ano dela nas pistas e já se tornou campeã”, comemorou ao lado do parceiro de prova, o estreante Eros Furlan Matteo, de Rio Claro (SP). “O gado aqui é muito duro. Foi uma experiência nova e muito gratificante”, completou.
Testando a habilidade campeira de cavalos e ginetes, a Campereada reproduz uma das mais tradicionais atividades lida de campo: o aparte do gado. As três duplas de cavalo e ginete são desafiadas a encerrar três bois no brete no menor tempo possível. Há quem diga que o complexo é achar o número do boi sorteado no meio do lote de 30 novilhos. Outros acreditam que dureza é manter os animais na rota. “O que pode ser difícil para um, para o outro não é. O segredo é, mesmo em momentos de alta adrenalina, ter tranquilidade para identificar o momento de tocar o gado e o de dar um tempo para que os bois respirarem, enxerguem os outros para, então, poder juntar todos”, aconselha o jurado Cláudio Battanoli Araújo. Mas o mais gratificante, explicou ele, é que a Campereada é uma prova para todos. “É inclusiva e integra a família. É muito bonita”, pontuou, lembrando que várias equipes foram formadas por pais e filhos, famílias e gerações de apaixonados pelo cavalo Crioulo.
Compondo a dupla de jurados, Lucas Leal Ribas Maciel reafirmou a excelente condição das equipes. “Andou muito bem tanto na Força A quanto na Força B. O gado contribuiu e tivemos bons tempos de prova”, disse. “A essência dessa prova é ler o gado e saber posicionar o cavalo”.
FORÇA B
Na Força B, a vitória foi para o trio do lote 87, composto pelos irmãos Nicanor Kramer da Luz Neto e Eduardo Sonnemann Luz, montando Apimentado do Itapororó e Santa Gema Nazarena, e pelo primo Matheus Silveira Vencato, com Santa Gema Sinfonia. O trio representa a Fazenda Santa Gema, de Encruzilhada do Sul (RS), e é a primeira vez que disputa uma final da Campereada. A equipe completou as quatro passadas da prova com total de 2’11”238, encerrando 12 bois. “Começamos a correr esse ano. Essa égua me derrubou duas vezes, mas agora me deu o pódio”, disse Nicanor, ainda incrédulo com a vitória logo na estreia em Esteio.
O ciclo de provas esportivas do Cavalo Crioulo tem o patrocínio de John Deere e Supra, além do apoio de Real Wood, Reiter Log e Vitivinícola Jolimont.
crédito – cavalocrioulo.org.br