Algumas modalidades equestres exigem bastante esforço físico dos cavalos, gerando uma perda considerável de água e eletrólitos por meio do suor, podendo inclusive comprometer o desempenho do animal nas competições, pois os eletrólitos são responsáveis por manter as forças osmóticas, participam da condução nervosa e da despolarização das fibras musculares, promovendo a contração muscular (TEIXEIRA NETO et al., 2004).

O suor excessivo acaba levando ao deslocamento de eletrólitos e fluidos entre os meios extra e intracelular de modo compensatório, o que pode acabar comprometendo a atividade celular, o sistema orgânico e a performance (FLAMINIO; RUSH, 1998).
As modalidades de resistência como enduro e explosão como três tambores, por exemplo, acabam tendo maior incidência destes problemas, devido a alta taxa de sudorese que ocorre nestes animais.
Os principais sinais clínicos que podem indicar a desidratação e a falta de eletrólitos em um cavalo é a alta sudorese, fraqueza muscular, espasmos musculares, aumento de frequência cardíaca e respiratória, aumento de temperatura corporal, redução da elasticidade da pele, aumento de TPC (tempo de preenchimento capilar), redução do volume urinário e mucosas secas.
Para a reposição dessas perdas existem dois elementos principais, sendo estes a água e eletrólitos, que podem ser fornecidos durante e após as provas (GOMES, Ana; 2014).
Como forma de tratamento para estes casos, deve ser feita a reposição dos eletrólitos e fluido, além de estimular a ingestão de água do animal, e uma alimentação saudável. As pastas eletrolíticas também são uma boa opção para fornecer aos animais, pois elas repõem os eletrólitos, auxiliam na prevenção de perda de massa corporal, e estimulam a ingestão de água (SAMPIERI et al., 2006).
Colaboração: André Hernandez, médico veterinário com Jéssica Maria da Silva- 8º semestre de Medicina Veterinária- Unianchieta
Pedro Henrique de Mello Hernandez- 6º semestre de Medicina Veterinária- Unianchieta