O Domingo da Família São Vicente começou com gosto de saudades. No último domingo, 18, Americana se despediu da 35ª edição. Ao todo, foram seis dias de entretenimento, provando que a tradição da cultura sertaneja segue intacta.

“É uma honra, uma felicidade muito grande encerrar a edição com a casa cheia. Americana é uma festa para a família e oferece ao público o que existe de melhor no palco e na arena. Com a benção de Deus e de Nossa Senhora, deixo o meu muito obrigado a cada um por prestigiarem o evento que é pensado, feito com muito coração. Em nome da diretoria do Clube dos Cavaleiros, agradeço a vocês por estarem conosco mais uma vez”, disse Beto Lahr, presidente, que também aproveitou para anunciar a 36ª edição. “Nós vemos em 2024, de 7 a 16 de junho.”

Noite fria, mas em clima de decisão, a etapa do Circuito RAM ANTT, foi a primeira final na arena da festa. Voando baixo na sela de Miss Question Shiner, a competidora Roberta Marin fez sua última passada com 17,860, e conquistou o título ao alcançar a melhor somatória, 53,234 em três apresentações.
“É um sonho tudo isso, essa vitória pela segunda vez! Sou bicampeã de Americana! Estou muito feliz”, falou Roberta que também levou a fivela em 2022.
Ana Laura Savini terminou na segunda colocação com o animal B2B Noa Carat Rolls e aumentou ainda mais sua vantagem na liderança do ranking nacional. As cinco primeiras posições da categoria feminino se completaram com Raissa Silvestre, Vitória Guedes e Brehna Bazanella.

Na categoria mirim, a estrela de Ana Carolina Savini brilhou com a melhor somatória, 55,574, montando Fit To Fly Shinning e levou o título.
“Estou muito feliz! No momento, não estou bem-posicionada no ranking ANTT, mas graças a Deus estou melhorando a cada dia. Só tenho a agradecer a minha égua e a Deus por essa vitória”, completou a jovem competidora.

Pela Copa Rozeta de Cutiano, modalidade 100% brasileira, o título ficou com Luiz Henrique Andreza de Almeida. Na final, ele fez a maior nota da noite, 90, no Romance, da Cia WR e ainda obteve a melhor somatória, 267, garantindo a fivela. “Primeiro ano aqui em Americana e, graças a Deus, levando o título de campeão. Para mim é uma alegria que não tem explicação”.

A Cia WR foi a melhor Tropa da festa, com a média de 43,95, enquanto o melhor animal foi a Leidy, da Cia Vale da Piedade, com média de 45,00.

Nas montarias em touros, uma explosão de sentimentos marcou a final do Iron Cowboy. Cássio Dias bem que tentou, fez uma excelente campanha, mas Sandro Batista levou a melhor. No último e decisivo round, disputaram pela melhor nota. Sandro, no “Talismã”, fez 91 pontos, enquanto Cássio Dias, no “Avião das 9”, não permaneceu os 8 segundos necessários. Desta forma, Sandro conquistou a fivela e a premiação R$ 90 mil.

“Fico feliz em estar no melhor rodeio do Brasil. É o sonho de todo cowboy ganhar em Americana. Graças a Deus chegou a minha vez”, disse o Iron Cowboy deste ano.
O melhor touro da competição foi o Texano, da Cia André de Mogi, com média de 45,25.
Shows
Completando 28 edições no palco de Americana, Chitãozinho e Xororó, os artistas que mais se apresentaram na Festa e que já foram eleitos como “Embaixadores”, abriram a noite de shows trazendo a tour “50 Anos”.
“A Festa do Peão de Americana faz parte da nossa história. Essa parceria nasceu há alguns anos e é uma honra estarmos aqui mais uma vez. Passam-se os anos e a energia do público, ver todos cantando e se divertindo entre amigos, com suas famílias, fazem cada show ser diferente e especial aqui”, afirmaram Chitãozinho e Xororó.

No setlist, uma combinação de hits que não poderiam faltar, dentre eles, “Evidências”, “Fio de Cabelo”, “No Rancho Fundo”, “Alô”, entre outras.
E coube a dupla Zezé di Camargo e Luciano fechar com chave de ouro a 35ª edição. O repertório primoroso contemplou os hinos “É o Amor”, canção de que dá título a turnê, “Pão de Mel”, “A Ferro e Fogo”, “Mexe Que É Bom”, “Dou a Vida Por Um Beijo”, “Pra Não Pensar Em Você” e “Menina Veneno”.

“Encerrar a Festa do Peão de Americana é um privilégio gigantesco, assim como estar aqui em todos esses anos. Acredito que seja o diferencial na carreira de todo artista, mesmo que tenha 30 anos de trajetória como nós”, encerrou Zezé.